Sonho muitas vezes. Lembro-me dos sonhos mais vezes que o comum, acho... Podem ir de lembranças vagas de imagens difusas a filmes pormenorizados e vívidos de algo tão real que pareceu fazer parte do dia.
Sonhei contigo.
Este sonho ficou aquém do filme porque tem pormenores esbatidos mas recordo-me muito bem dele e das sensações com que fiquei.
Entrei num escritório. Era um sítio de paredes escuras com uma grande secretária de mogno no centro. Sentado numa grande cadeira estavas tu.
Sorriste-me e esses teus olhos faiscaram ao percorrer-me o corpo, como tu fazes… Quase conseguia ouvir-te pensar na forma como me despirias a saia ou em como as minhas mamas iriam encaixar perfeitamente nas tuas mãos.
Sorri-te. Sentados, cada um de seu lado da grande secretária, falámos não sei de quê, digladiando provocações, sorrisos e meias palavras. “Quero-te assim.” “Faço-te assado.” “Sacana!” “Cabra!”
Levantei-me, arrancando a blusa vermelha, e subi para a secretária. Os objectos que estavam em cima dela tinham tão pouca importância que nem me lembro deles, só do som que fizeram ao cair. De joelhos, puxei-te pelo colarinho para te beijar, sentindo a tua língua entrar na minha boca, sôfrega, louca. As tuas mãos trepavam pelas minhas pernas, quentes, fortes, suaves… Sem interromper o beijo, fizeste-me sentar na beira da secretária enquanto te abria a camisa branca. (Gosto da tua pele morena, dessa meia dúzia de pêlos perdidos no teu peito.)
Encaixado entre as minhas pernas puxaste-me para ti e deixaste-me enterrar os dedos no teu cabelo como eu gosto. Sinto-me pequena, aqui sentada nesta secretária enorme, perdida na grandeza do teu abraço, envolta na loucura do nosso desejo, incendiado pelo trilho da tua boca na minha pele. Sinto-a agora prendendo um mamilo, vejo-nos literalmente imersos um no outro, as minhas pernas enroladas na tua cintura, os meus braços no teu pescoço, a cabeça pendendo para trás, oferecendo-te o peito e o corpo, gemendo.
A saia foi-se (os sonhos têm destas imprecisões), mas porque raio não me tiraste o soutien ainda?! Tiro-o eu, e desaperto-te as calças para que as possas atirar para longe também. Espalmo ambas as mãos no teu traseiro enquanto saboreio mais um beijo teu (Já te disse como gosto dos teus beijos?). Levanto-me empurrando-te de volta à cadeira, tenho que te pedir que te sentes porque tu não obedeces assim sem mais nem porquê. É a minha vez de me aninhar entre as tuas pernas e percorrer o teu peito com os lábios e a língua, morder-te os mamilos e ouvir-te dizer como é bom, como gostas assim enquanto as tuas mãos se ocupam do meu cabelo. Desço, entrelaço os meus dedos nos teus para que não me atrapalhes (como se isto alguma vez resultasse!) e lambo-te devagar. Digo-te que quero o teu caralho molhado para mim, bem duro para eu o chupar. Queria mete-lo na boca devagar, pouco a pouco, provocando-te só mais um pouquinho antes de o chupar a sério, mas tu não me deixaste. Assim que sentiste os meus lábios fizeste um movimento de ancas para ele entrar mais e mais… Como gostas de o sentir todo lá dentro, não? Faço-te a vontade (não faço sempre?) e enterro-o na boca, chupo-o o mais que posso sem me engasgar, enrolo a língua nele e saboreio-o.
Não sei se foi muito ou pouco tempo, não sei o que mais dissemos, sei que mais objectos caíram da secretária quando nela me deitei para que te enterrasses em mim. Oh sim! Como é bom sentir-te dentro de mim até aos colhões! Todo! Ouvir o tesão na tua voz enquanto me dizes que me queres foder toda, ou me perguntas se gosto, se quero, se me venho… (Tenho uma certa dificuldade em juntar palavras de forma coerente nestas alturas… mas tu compreendes tudo o que não digo).
Gemo e grito e enlouqueço! Escorro o gozo que me dás. Sim, gosto! Sim, quero! SIM…
Merda! Acordei…
Consegues imaginar o meu estado quando acordei? Consegues imaginar o que fiz a seguir? Não pensas que conseguiria voltar a adormecer sem me vir, pois não?

