Já não se viam há uma eternidade, apesar de ter sido apenas na semana anterior… A fome que sentiam um do outro era desmesurada. Ela entrou no prédio de apartamentos, escondida por trás da sua longa cabeleira e de uns óculos escuros que lhe tapavam metade da cara. Ele já a esperava, com a porta só encostada e os braços abertos.
O sorriso resplandecente e o brilho nos olhos, o beijo de quem não pode esperar mais, quente, sôfrego, longo… Meia dúzia de palavras trocadas porque as palavras jamais conseguiriam explicar aquilo que eles dizem sem falar.
Não demoraram muito a perder a roupa no caminho para o quarto, apesar de ser difícil despi-la sem se largarem… Todos os segundos contam agora que conseguiram uns momentos a dois, e um segundo sem tocar a pele um do outro era demais! Quando chegaram ao quarto já iam quase nus. Ele não perde tempo a admirar a lingerie que ela comprou só para ele, ela já nem se lembra que a comprou, só sabe que atrapalha!
Por entre os beijos sôfregos e as mãos frenéticas ela sente o frio áspero da parede nas costas. Sabe bem o contraste... O calor suave do corpo dele... O corpo dela arqueia-se, oferece-se à boca que já lhe aprisionou um mamilo enquanto as suas mãos acariciam os ombros e nuca do amante. Evapora-se o resto da roupa na loucura do desejo e ela enlaça uma perna na cintura dele para o puxar mais para si... Consegue senti-lo... Está tão perto...
- Hummmmm...
- Queres, não queres?
- Sim...
- Queres que to meta todo?...
- Hummm... Sim!
Ele não vai, nem vem... fica só ali a provocá-la mais ainda. Entre beijos, chupadelas, mãos e abraços, ele não lhe dá o que ela tanto quer, mas também não lhe dá tempo para protestar. Ele é assim, e ela gosta disso nele. Sabe exactamente o limite entre a boa provocação e a frustração.
Esta foi a primeira vez que ele trouxe o óleo... Que senti o toque das suas mãos de outra forma... Aquela massagem que não esqueceu nenhum milimetro de pele e que me deixaria o resto do dia naquela cama, se...
Inimaginável...
Inesquecível!...